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Antes considerada arriscada, a combinação de vinho e chocolate é possível a partir de blends que potencializam o sabor de ambos
Quem disse que vinho e chocolate não combinam? Geralmente, o açúcar e a gordura presente no chocolate se sobrepõem ao sabor dos vinhos, mas existem alguns segredos que podem tornar essa união prazerosa.
Em evento no Hotel Panamericano de Buenos Aires, experts da Grand Cru e da Estinne Chocolates mostraram que é possível fugir à regra de que a bebida precisa ser mais doce do que a sobremesa, combinando os sabores entre chocolates de origem e varietais mais consumidos na Argentina, como os tintos secos elaborados com as uvas Malbec, Merlot, Syrah, Carmenère e Pinot Noir e os vinhos de sobremesa, feitos no mesmo estilo do português vinho do Porto.
Convidado para conduzir a harmonização, Fernando Levy, da Estinne, explica que a produção dos sabores foi criada a partir das características dos doces e dos vinhos para potencializar o gosto de ambos. "O Malbec, que geralmente é um pouco mais frutado, combina com um chocolate de base meio amarga com alguma porcentagem de branco.
Ele não perde o amargor, mas fica um pouco mais doce no final", diz. Apresentados em pequenas gotas, os chocolates vêm em caixinhas com os nomes dos vinhos. Levy diz que a maioria deles tem a base elaborada com maiores percentuais de cacau sólido na massa. "É a origem dele que determina o sabor final do chocolate. Hoje, os melhores exemplares vêm da Costa do Marfim, Madagascar, Equador, Peru e Gana", conta.
Para os iniciantes, ele explica que a melhor opção pode ser um vinho fortificado como o Pulenta Tardio. "Por ser mais doce, ele aceita um chocolate mais encorpado e potente". Com benefícios à saúde, como a elevação dos níveis de serotonina no cérebro, não faltam bons motivos para consumir vinho e chocolate. Juntos, então, melhor ainda. Bianca Zaramella
Fonte: Revista Istoé Gente
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